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Gigacast #04: A Cultura do Terror nos Games (Parte II)


Já o terror nos games vai muito além das outras mídias. Não existe nada mais assustador do que um bom filme de terror, certo? Mas e quando você passa a estar dentro do próprio pesadelo? Colocar o espectador no papel principal sempre foi um sonho a ser alcançado por todos os autores das histórias de terror.

Por isso games rapidamente se tornaram uma das mídias prediletas dos produtores de conteúdo, já que o controle do personagem principal está, finalmente, na mão do usuário e a melhora constante da tecnologia permite o advento de jogos realistas o suficiente para tornarem reais as experiências das boas histórias de terror.

Nos anos 80

Desde os anos 80 a indústria dos games aposta pesado no medo. Filmes como “O Massacre da Serra Elétrica”, “Halloween”, “Alien” e “Nosferatu” ganharam suas versões em videogame ainda muito cedo. Mas produções próprias como “Castlevania”, e “Wolfenstein” transcenderam a história do horror.

Nos anos 90

Mas os anos 90 viram surgir a tecnologia 3D, e o terror se aprofundou ainda mais. Franquias inesquecíveis como “Alone in the Dark”, “DOOM”, “System Shock”, “Unreal” e o ultra-clássico do terror “Resident Evil” cimentaram de vez o lugar dos games entre as melhores obras do gênero.

Resident Evil (1996), Parasite Eve (1998), Silent Hill (1999) e Dino Crisis (1999) foram alguns dos jogos que marcaram o final da década de 90 e abriram as portas do realismo para o terror virtual.

Nos anos 2.000

Mas, ao contrário dos cinemas, o terror se solidificou de vez no mundo dos games depois da década de 90. Os anos 2000 viram florescer os filhos do gênero nas novas plataformas. PlayStation, Xbox, Nintendo e o PC tornaram-se casa recorrente de alguns dos melhores conteúdos do gênero como “Fear Effect”, “Manhunt” as continuações de “Resident Evil” e “Silent Hill”, entre outras.

Quanto mais as gerações de videogames evoluem, mais incríveis se tornam as experiências nos jogos. A série “F.E.A.R.” trouxe o realismo alcançado em “Half-Life” para dentro do terror. “Dead Rising”, “BioShock”, “Left 4 Dead”, “Dead Space”, “Amnesia”, “Parasite Eve”, “Dark Souls”, abriram as portas do terror psicológico e das narrativas elaboradas, com histórias longas e diversificadas, somadas à qualidade gráfica dos sistemas mais poderosos.

O terror nos games de hoje

Finalmente, após 2010, os jogos se tornaram assustadoramente reais e ganharam seu lugar lado a lado com o cinema. “The Last of Us” surgiu como uma das obras mais importantes do terror moderno, direto dos videogames, vencendo inúmeros prêmios.

Outros jogos marcantes como “Alien: Isolation”, “The Evil Within”, “Bloodborne”, “Inside”, entre outros, passaram a figurar entre as obras mais impressionantes já vistas, tanto em roteiro quanto tecnicamente falando.

Atualmente a tecnologia VR apresentou a próxima evolução do gênero terror. Agora, assim como em “Resident Evil 7: Biohazard” e “DOOM VFR”, não apenas o jogador, mas o realismo também deixou o lugar de espectador e assumiu o controle do gênero, realizando o sonho de tantos escritores, autores, cineastas e desenvolvedores ao longo dos anos: Transformar o espectador no personagem principal, agora totalmente imerso no ambiente das histórias de terror!

Eilor: Resident Evil, Silent Hill 2, F.E.A.R., BioShock, The Last of Us e DOOM (2017)
Greg: Silent Hill 1, PT, menção talvez válida para Bioshock 1?

Outras vertentes do terror

A música, a moda e outros movimento sociais também ligam-se constantemente ao terror. Não é apenas de “Fear of the Dark”, do Iron Maiden, ou de “Thriller”, do rei do pop Michael Jackson que vive o terror na cultura pop do dia a dia. Existem também diversos parques temáticos que trazem o medo como elemento principal, obras de arte que abordam o assunto, além de outras experiências como os jogos de RPG de mesa, os livro-jogos e as rodas de história.

Dicas do Gigacast!

Greg: Forbidden Siren
Eilor: Eu não podia deixar de indicar obras do Edgar Allan Poe, um dos meus autores prediletos, então indico meu conto de horror favorito: “A queda da casa de Usher” e também um bem bizarro, daqueles para ler a noite, sozinho em casa: “O estranho caso do Sr. Valdemar”.

Pauta: Eilor Marigo
Edição: Greg

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