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Gigacast #2: Rock Tupi


Gigacast #2: Rock Tupi
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E na segunda edição do Podcast Gigacast nossos astros Greg e Eilor foram pedir uma superajuda de prestígio lá no Autoradio Podcast, trazendo como convidado o capitão Ricardo Bunnyman para debater a cena atual do Rock no Brasil.

Para vocês, onde está o rock nacional? Ele vive em algum lugar popular, só a gente que não tá vendo, ou se resume a garotos na garagem com um sonho e um notebook?

Respondemos isso e muito mais, para quem deseja repensar o rock nacional!

A música, felizmente, tem o poder de ser fossilizada e se livrar de ser taxada como ultrapassada, se ela possui qualidade. Nisso, podemos dizer que a cena musical que inclui guitarras como protagonistas das músicas, junto de cantores outrora dados como os “doidões drogados pensadores da vez”, está morta ou respira por aparelhos populares, desses sistemas precários de saúde musical que oferecem remédios fracos como o “Malta” e “Pitty”. Em um dos dois exemplos, a vontade de expressar coisas menos populares em linhas de refrões como política e humanidade invés de amores integralmente pessoais.

O que houve com os grandes shows e festivais em estádios? É a mesma coisa? Me lembro que a fome de se manifestar culturalmente somada ao hábito de ouvir música mais elaborada causava até tumulto e morte em grandes eventos. A música no Brasil era ‘serious business’. Agora só parece que é pra quem deseja enriquecer fácil.

O rock europeu parece se desenvolver em outro ritmo. Um ritmo onde tudo anda com mais lentidão, não rítmica exatamente (apesar de TODAS as músicas do Pìnk Floyd soarem arrastadas). As ideias, concepções parecem menos explosivas e festeiras em relação ao conteúdo americano.

Quem do Brasil veio de Stones, quem veio de Beatles e quem veio de Ramones?

Uma linha do tempo do Rock Brasileiro

1950: O rock começou a surgir no Brasil

1960: Jovem Guarda e Tropicália

Grande influência do rock ‘n’ roll, do movimento punk (década de 80) e rockabilly (nos primeiros anos).

Beatles influenciam Roberto Carlos, Jerry Adriani e outros.

Os Mutantes: Grupo de rock psicodélico formato por Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias.

Raul Seixas aparece em 1968 e logo se torna o ícone dos “malucos beleza” e dos hippies.

1970: O rock progressivo

Rita Lee entra de cabeça no rock em carreira solo.

Os Mutantes avançam da psicodelia para o rock progressivo.

Secos & Molhados: produziam poesia musicada.

1980: O rock moderno

Barão Vermelho, Paralamas do Sucesso, Titãs e Legião Urbana, com influências new age e punk.

+ Blitz, Engenheiros do Hawaii, Biquíni Cavadão, Kid Abelha, Lobão, Lulu Santos, Ultraje a Rigor, RPM, Ira!, Ratos de Porão, Capital Inicial

Influência: Surf rock, rockabilly, soul, funk, punk.

Casas de show: Circo Voador, Madame Satã, Napalm.

Patu Fu trouxe o pós-punk e Angra trouxe o melódico.

1990: A Era MTV

Skank com rock e reggae e, mais para frente, o pop.

+ Jota Quest, Chico Science, Nação Zumbi, Charlie Brown Jr., Raimundos, Mamonas Assassinas, Sepultura.

2000: Tragédias no Rock

Acidente de Herbert Viana, morte de Marcelo Fromer (Titãs), Marcelo Yuka (Rappa) foi baleado, Cássia Eller faleceu.

Skank busca o britpop.

+ Detonautas, Tihuana, Pitty, Cansei de Ser Sexy no cenário underground.

A Internet traz NX Zero, Fresno, Forfun, etc.

2010: O Alternativo e o Indie

Vespas Mandarinas, Restart, Cine, formaram as “bandas coloridas”.

A banda Malta, nascida de um reality show da Rede Globo, talvez seja a maior vertente dos últimos anos.

RPM, Ira!, Camisa de Vênus, Barão Vermelho, Kid Abelha, voltam para algumas turnês especiais, geralmente em novas formações.

As Dicas do Gigacast Rock!

Greg: Tom Bloch (ou Pedro Veríssimo)
Eilor: Dingo Bells, Far From Alaska e O Terno
Bunnyman: Gabi e os Supersônicos

Ouça a lista completa das nossas dicas no Spotify:

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